Há uma planta que, no norte e centro de Portugal, é praticamente sinónimo de jardim: a camélia. Enquanto quase tudo dorme, ela cobre-se de flores perfeitas, do branco puro ao vermelho intenso. Bem tratada, retribui décadas de fidelidade.
O sítio certo
A camélia detesta o sol forte do meio-dia, que lhe queima as flores e as folhas. Prefere a sombra fresca e luminosa, por baixo de árvores altas ou junto a um muro virado a nascente, onde apanha o sol suave da manhã. É aí que dá o seu melhor.
- Solo ácido: como as azáleas e hortênsias, gosta de terra ácida.
- Humidade constante: rega regular, sem encharcar as raízes.
- Acolchoado: uma camada de casca de pinheiro conserva a frescura.
Rega e alimento
Durante a floração e a formação de novos botões, a camélia precisa de água regular. Use, sempre que possível, água da chuva, mais macia, já que a água muito calcária prejudica esta planta amante de solos ácidos.
Podar com cuidado
A poda faz-se logo após a floração, antes de surgirem os botões para o ano seguinte. Limite-se a retirar ramos secos e a equilibrar a forma; a camélia não gosta de cortes drásticos e leva tempo a recuperar deles.
Discreta no resto do ano, a camélia transforma-se na estrela do jardim de inverno — uma recompensa generosa para quem lhe dá o lugar e os cuidados certos.