Todos os outonos se repete a mesma cena: tapetes de folhas caídas que parecem só dar trabalho. Mas para o jardineiro atento, aquilo não é lixo — é matéria-prima gratuita para um dos melhores adubos que existem.
Dois caminhos para as folhas
Pode juntar as folhas à pilha de composto, equilibrando-as com restos de cozinha, ou fazer separadamente o chamado terriço de folhas. Este último resume-se a guardar as folhas húmidas num saco ou cesto e esperar. Ao fim de um ano, ficam reduzidas a uma matéria escura e fofa, excelente para enriquecer a terra.
- Castanho e verde: as folhas são "castanho"; equilibre com restos verdes da cozinha.
- Humidade: a pilha deve estar húmida como uma esponja espremida.
- Arejamento: reviro mensal acelera a decomposição.
Acelerar o processo
Folhas inteiras demoram a desfazer-se. Se passar o corta-relva por cima delas antes de as recolher, fica com pedaços pequenos que decompõem muito mais depressa. Misturar com um punhado de terra de jardim também ajuda, porque introduz os microrganismos que fazem o trabalho.
Quando está pronto
O composto está maduro quando deixa de cheirar a podre e passa a ter o aroma agradável de terra de floresta. Nessa altura, espalhe-o nos canteiros, em redor das árvores ou misturado no substrato dos vasos.
Transformar folhas em fertilidade fecha um ciclo bonito: aquilo que a árvore deixou cair volta, mais tarde, a alimentar o jardim inteiro.